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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

SARAU DULCÍSSIMA FLOR

Irmã Dulce
Acontece nesta sexta (7/11) a partir das 15:00 nas dependência do Convento do Carmo, centro histórico de São Cristóvão o Sarau Dulcíssima Flor. Organizadores prometem poesias, mensagens e relatos da presença da beata Irmã Dulce naquele templo. Maria Rita foi batizada Irmã Dulce neste convento depois do noviciado realizado em 1933. 

Poetas João Lover, Frei Romulo e Thiago Fragata convidam para compartilhar desse momento, concentração no Memorial Irmã Dulce, a partir das 15:00 horas. Evento tem o apoio de Rildo Siqueira (PASCOM), dos Carmelitas e do Museu Histórico de Sergipe. 

Detalhe do Memorial Irmã Dulce

Convento do Carmo

quarta-feira, 7 de maio de 2014

MHS NA XII SEMANA DE MUSEUS, AGENDE!

Exposição temporária 
O MUSEU DE CULTURA POPULAR DE SÃO CRISTÓVÃO: 
COMO SONHAVA JOSÉ AUGUSTO GARCEZ 
José Augusto Garcez

Impossível falar de museologia sergipana e não lembrar dele, no entanto, é o que aconteceu e acontece, lamentavelmente.

Quem foi o intelectual nascido em São Cristóvão (1918) que dentre suas atividades atuou no campo da museologia nas décadas de 1940 e 1950, muito antes do saber museológico ser institucionalizado enquanto curso acadêmico pela Universidade Federal de Sergipe?

Ele publicou sobre o tema a obra "Realidade e destino dos museus" em 1958, dez anos antes montou o Museu Sergipano de Arte e Tradição, ou seja, José Augusto Garcez foi da teoria a prática. Um agente cultural desta qualidade merece o título de "Pai de Museologia sergipana"?

Quer saber mais sobre este esquecido (ou injustiçado!) intelectual sergipano? O Museu Histórico de Sergipe, unidade da Secretária de Estado da Cultura, lançara a Exposição Temporária "O Museu de Cultura Popular de São Cristóvão: como sonhava José Augusto Garcez". Dia 16 de maio, sexta, 10 horas da manhã.

SARAU POÉTICO MUSA MUSEU

Obra de Horácio Hora, Peri e Ceci, reconstitui cena de romance alencariano

Museu lembra museu, lugar mágico de poesia e música, assim começa o poema ou mais uma roda de leitura do Museu Histórico de Sergipe. Este ano o MHS já realizou a Roda de Leitura Sabores de São Cristovão e, mais recente, a Roda de Leitura Índio Cidadão (30/5). A proposta metodológica do Sarau é que durante visita monitorada os estagiários possam fazer leitura de obra literária que destaque o acervo. Exemplo: trecho da obra de José de Alencar, O Guarani que teria inspirado o artista Horácio Hora a compor Peri e Ceci em 1882. Ficou curioso? Venha para roda!  

O evento faz parte da XII Semana de Museus que trás o tema "Museus: coleções criam conexões"

AGENDE
- Lançamento a Exposição Temporária "O Museu de Cultura Popular de São Cristóvão: como sonhava José Augusto Garcez".
- Sarau Poético Musa Museu
ONDE? No Museu Histórico de Sergipe
QUANDO? dia 16 de maio
HORAS? A partir das 10:00 horas, manhã.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Noite de poesia no MHS

Poetisa Maria Gloria marcou presença no evento


"Museu lembra musa, lugar de poesia e música", diz o cancioneiro. O Museu Histórico de Sergipe concorda e por iniciativa da Associação de Cultura Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS) transformou a reunião festiva de 25/10, quinta, no I Sarau Poetas de São Cristóvão.

O I Sarau Poetas de São Cristóvão reuniu em noite chuvosa luminares do verso e amantes da musa que se esconde na quarta cidade mais antiga do Brasil. Foi no Museu Histórico de Sergipe, noite de 28 de setembro, no trascorrer da semana dedicada a poesia. Os versos dos sancristovenses Maria Rita, Thiago Fragata, Manoel Ferreira, Maria Gloria, Irênio Raimundo, Hélio Santos e de outros poetas (Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e outros) foram interpretados pelos presentes que curtiram a poesia inédita cantada por Ézio Sant's "sambacidade".

Segue imagens e poesias que enriqueceram o evento realizado pela Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS).


Estudante Reinaldo Gonçalves estreou seus versos

Jovem poeta Reinaldo Gonçalves atendendo ao chamado da musa declamou seus versos inéditos inspirados em Augusto dos Anjos, seu ídolo confesso:

ONDE ESTA MINHA AMADA?

Reinaldo Gonçalves 

Estava eu no vazio da minha existência
Olhava-me no espelho da melancolia
Não via nada além da escuridão
Nada que pudesse trazer seu sorriso

Prefiro amar a morte ao invés de amar a sombra
A minha única companheira
Oh! Amada! Vem matar minha sede
Preencher meu vácuo
Trazer-me de volta ao mundo dos vivos

Traga-me aquela ingrata que perdi junto contigo
Oh! Como é dolorido não ser imortal
Apenas a esperança de sentir seu perfume
Faz-me ser um louco apaixonado pelo tempo
Tenho seu doces lábios tatuados na minha boca

Tenho a eternidade ao meu favor
Se for para desprezar-me
Despreza-me nos teus braços
Vem! Hoje você trará a minha pobre alma?

Hoje os vermes sorriram para mim
Já sinto seu perfume na minha sepultura
Sinto-me vivo com tua morte.


Poetas sancristovenses distantes tiveram versos declamados

O historiador e poeta Thiago Fragata considerou o Hino de São Cristóvão, de Etelvino de Oliveira, uma peça poética. Ele lembrou os poetas migrados (Hélio Santos, José Sacramento, Luiz Melo) e recitou seu último verso (Parabellum, para Belo Monte!)



HINO DE SÃO CRISTÓVÃO

Etelvino de Oliveira 

Menina dos meus olhos
São Cristóvão dourada
Terra extremosa
Terra consagrada
Venho ajoelhar-se
Pedindo consolação
Oh! Terra berço querido
Recebe o seu coração.

Rainha destronada
Outrora majestade
Silêncios implora
Que volte a capital.

Seu rio vagaroso
Magoando a Imperatriz
Lento tortuoso
Beijando o Vaza-Barris
Oh! Paramopama querido
Seu rumor é uma canção
Amando o seu abrigo.



PARA BELLUM, PARA BELO MONTE!
Thiago Fragata



Xingu, Belo Monte, usina?

Governo quer usina assassina para Belo Monte
Índios parar a usina do homem branco! brada Raoni
Kararao! Pára Belo Monte, para bellum...
Deus, Oxalá, Tupã, parem Belo Monte, para bellum...

Si vis pacem, para bellum – Se queres paz, prepara-te para guerra!


Raoni é cacique Kaiapó

de borduna em riste invoca Sting
Sting estica o seu arco:
sting, sting, sting, sting... stang!
Dorothy Stang
Stang descansa em paz
E Belo Monte não pára
Deus, Oxalá, Tupã, parem Belo Monte, para bellum...

Si vis pacem, para bellum – Se queres paz, prepara-te para guerra!


São 16 etnias em perigo

Índios em perigo desde sempre
Na vida e no mundo do homem branco
Quem disse que o mundo é do homem branco?
Então dança para guerra
Missão: parar Belo Monte
Porque Belo Monte não pára
E Belo Monte não pára
Deus, Oxalá, Tupã, parem Belo Monte, para bellum...

Si vis pacem, para bellum – Se queres paz, prepara-te para guerra!


Kararao é grito de guerra kaiapó!




Alessandra Brasil recitou poesia de Irênio Raimundo
Poesia de Irênio Raimundo foi festejada pelo público, Alessandra Brasil leu suas belas poesias.


LIBERDADE
Irênio Raimundo



Nas asas da liberdade voei pra perto do céu
Do azul do infinito vi terra como é
Com silhueta delicada
E com jeito de mulher.

Liberdade sem censura
Sem violência ou pudor
Sem vel cortina ou mentiras
Sem discriminação, sem rancor.

Liberdade para ir
Liberdade para vim
Liberdade para crer
Liberdade pra sorrir

Liberdade pra falar
Liberdade para ouvir
Liberdade para amar
E até pra ser feliz.


Versos de Manoel Ferreira ecoaram pelo MHS

O Presidente da Associação Cultural, Neverton Crus, tomou os versos de Manoel Ferreira como uma ode a São Cristóvão.


CIDADE DE SÃO CRISTÓVÃO

Manoel Ferreira
 
Idosa, risonha e tranquila
Nascida pertinho do mar
Vem para o alto da colina
E aí decide morar.

Vento que sopra, ar temperado
Jovens e crianças expressando alegria
Monjas, freiras e frades
Cidade abençoada, consagrada a Maria.

Querida e linda São Cristóvão,
Guardando sonhos e percalços
Lembrando-se dos dias de glórias
Vívidos em épocas passadas.

Recanto privilegiado da pátria
Favorecido de valioso acervo;
Monumentos, templos sagrados
E bem organizados museus.

Aos que legaram a cidade
Saudosas recordações,
Deus bondosamente os guarde,
Lá na terna mansão.

Brota da alma inquieta
Imenso e profundo ardor,
Quais brados em dias de festa
Louvando e glorificando o Senhor.



Eliene Marcelo leu versos de Hélio Santos

Hélio Santos mora no Ceará há décadas, visita sua cidade natal, São Cristóvão, nas férias. Diz que vem buscar força, inspiração, iluminação. Eliene Marcelo compartilhou uma obra emocionante da lavra do poeta.
 
PÉROLAS DO PASSADO
Hélio Santos


Certas coisas na minha memória

De momentos tão bonitos eu vivi
Da tristeza que carrego agora
Foi saudade quando tive de partir.

Lembro o trem à lenha “Maria Fumaça”

Apitando ao passar na estação
Dos brinquedos no Natal ali na praça
Das manhãs passado o vendedor de pão.

São Cristóvão meu abrigo só eu sei qual a razão

Pra levar sempre comigo dentro do meu coração
São Cristóvão eu não consigo disfarçar minha emoção
Encontrar velhos amigos quando piso no seu chão.

Quantas vezes eu vaguei na madrugada

Violão com os amigos pra tocar
Minha mãe ficava em casa acordada
Esperando até a hora d’eu voltar.

E a cidade foi ficado diferente

Do passado que sempre vou me lembrar
Das pessoas que se foram de repente
Muitas delas sei que nunca irão voltar.
De outras terras muitos vem pra visitar


Seus encantos professar sua devoção
Nas igrejas sempre abertas pra rezar
Na quaresma tem a grande procissão.
Guarda história suas ruas tortuosas

Num museu a céu aberto se tornou
Já foi palco de personagens famosas
Que o herói “João Bebe-Água” consagrou. 



GALERIA DE IMAGENS  

Todos atentos aos versos


público do I Sarau Poetas de São Cristóvão
Ézio Sant's e seu violão lembraram pérolas da música sergipana
ACAMHS fez nascer poesia da sua reunião de agentes culturais
Ezio Sant's cantou "sambacidade", sua composição inédita
Performance de Maria Gloria encantou a todos
Denize Santos leu mais versos de Irênio Raimundo
Denise Santiago, contadora dedicada de São Cristóvão

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

I Sarau "Poetas de São Cristóvão"

Manoel Ferreira será um dos poetas festejados
Criada no dia 28 de setembro, como parte da programação da VI Primavera dos Museus, a Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS) fará uma exaltação aos poetas de São Cristóvão na quinta-feira, 25/10, às 20 horas, na Salão Horácio Hora daquela importante instituição. Para o Presidente Neverton Cruz, gestão 2012/2013, "a associação ampliará as ações do MHS na sociedade sergipana mas o primeiro passo é aproximar os agentes culturais locais, viabilizar cursos nas mais diversas linguagens artísticas e semear práticas de Turismo de Base Comunitária e Sustentável".