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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

SECULT apoia o IV Círculo dos Ogãs em homenagem ao Dia da Consciência Negra

Kleber Melo fez show com os futuros ogãs
A natureza das relações étnico-raciais e a aplicabilidade da Lei 10.639/2003 foram temas em evidência na tarde dessa quarta-feira, 20/11, no Museu Histórico de Sergipe (MHS), localizado em São Cristóvão/SE. A unidade, gerenciada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), sedia o terceiro módulo da quarta edição do Círculo de Ogãs, evento realizado pela ONG Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) e pela Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS).


O IV Círculo de Ogãs teve suas atividades iniciadas nessa terça-feira, 19, quando foram desencadeadas as discussões sobre o cumprimento da lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, através da qual deve ser incluída no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira, entre outras providências.


De acordo com o idealizador do evento e diretor do MHS, Thiago Fragata, a dimensão dos trabalhos executados em mais uma edição do círculo está intimamente ligada ao esclarecimento e ao respeito à lei. “Tal como o que diz respeito ao currículo oficial das redes de ensino, o Círculo de Ogãs se propõe a dar maior visibilidade às manifestações afro-brasileiras, só que para isso utilizando como palco o centro histórico municipal e o próprio MHS, através do apoio da Secult”, destacou o diretor.


Para o membro-fundador da SAHUDE, o psicólogo Sérgio Lima, mesmo no segundo dia de atrativos já é possível considerar o alcance dos objetivos propostos pelas instituições realizadoras e apoiadoras do evento. “A temática que norteia a Lei 10.639/2003 é pertinente e digna da atenção dos que integram as comunidades escolares, a fim de que o conteúdo afro-brasileiro presente na história e na cultura de um povo, esteja integrada ao seu universo educativo”, ressaltou Sérgio Lima.


Programação


A temática do IV Círculo de Ogãs atraiu diversos participantes no segundo dia de atividades, entre eles, agentes culturais, líderes de instituições ligadas às tradições afro-brasileiras e representantes da sociedade. A programação foi iniciada com uma palestra ministrada pelo professor Marcos Vinicius dos Anjos, técnico no Núcleo da Educação, da Diversidade e Cidadania (NEDIC/DED/SEED). Em seguida, o coordenador da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO/SE) e membro do Fórum Estadual de Educação, Andrey Roosewelt Chagas, também deu ênfase à aplicabilidade da lei, assim como a consultora do Ministério da Educação (MEC), Mariana Galvão.


O presidente da ACAMHS, Neverton Cruz, foi um dos que fizeram questão de apreciar o lançamento da exposição temporária ‘Na minha escola a Lei 10.639/2003 acontece’, cuja intervenção artística foi feita pelos alunos do Colégio Estadual Deputado Elísio Carmelo. “A participação dos alunos representa o resultado dos esforços da ACAMHS para a concretização do ‘Círculo de Ogãs’. Ações como essa estão associadas ao incentivo dado pela instituição aos agentes culturais, a fim de que tornem seus trabalhos visíveis em momentos oportunos, tal como o que estamos compartilhando”, destacou Neverton.


Segundo o estudante Fabrício Alef, 17 anos, a oportunidade foi bem aproveitada pelos colegas. “Estamos tendo a oportunidade de mostrar o potencial artístico também adquirido na escola e de eliminar preconceitos diversos. Os trabalhos exigiram iniciativa dos alunos e empenho durante dois dias intensos de trabalhos, após processo de aprendizagem que existe há três anos na unidade escolar”, detalhou o adolescente.


O segundo dia de atrativos do IV Círculo de Ogãs foi encerrado com a apresentação da Oficina Cultural Futuros Ogãs, liderada pelo o percussionista Camafeu de Xangô e convidados, com destaque para o cantor Kleber Melo e para o grupo percussivo do Programa Mais Educação.


Nessa sexta-feira, 22, a partir das 16h, no Museu Histórico de Sergipe, o público que comparecer ao MHS poderá prestigiar a exibição do documentário da cineasta Everlane Moraes, denominado "Caixa d"Água: Qui-lombo é esse?".


Destaque


Conforme a repercussão do evento, as tradições culturais presentes nas edições do ’Círculo de Ogãs’ serão destaques na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), no próximo dia 29, a partir das 14:30hs, conforme indicação da deputada Conceição Vieira (PT), quando iniciativa receberá o prêmio Abdias do Nascimento.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

CÍRCULO DOS OGÃS REALIZADO, EVENTO PREMIADO

Guerreiras africanas, espetáculo da Escola de Artes Valdice Telles. Foto: Flavia Santana


A exibição do premiado curta Caixa D'Água: qui-lombo e esse?, da jovem cineasta Everlane Morais, no auditório do Museu Histórico de Sergipe, na tarde da última sexta (22/11), encerrou o terceiro módulo do IV Círculo dos Ogãs. Este ano, as instituições realizadoras (ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico e a Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe) decidiram dividir em 3 (três) módulos o evento que tematizou os dez anos da Lei 10.639/2003.

O primeiro módulo foi lançado dentro da programação da VII Primavera dos Museus, dia 25 de setembro, realizado no Museu Histórico de Sergipe, que discutiu o tema “Museus, memória e cultura afro brasileira”. A Mesa Redonda “A lei 10.639/2003, os professores e o IV Círculo dos Ogãs”, contou com palestras de Marcos Vinicius dos Anjos, Maria Batista Lima e Sonia Oliveira Santos. 

PALESTRANTES - I MÓDULO - 25/09/2013
Marcos Vinicius Anjos (NEDIC/SEED)
Maria Batista Lima (NEAB/UFS)
Sonia Oliveira Santos (CONAE)


O segundo módulo ocorreu na manhã do dia 27 de outubro, no auditório do Museu Histórico de Sergipe, e congregou docentes dos colégios estaduais Padre Gaspar Lourenço e Deputado Elísio Carmelo. A dinâmica foi apresentar projetos (finalizados ou em andamento) das unidades escolares a partir da lei 10.639/2003.

O terceiro módulo ocorreu nos dias 19, 20 e 22 de novembro. Na noite da terça, (19/11), houve apresentação de dança e percussão dos alunos da Escola de Artes Valdice Telles (FUNCAJU), também a conferência de abertura “A democratização da Educação a partir da lei 10.639/2003” do professor Robson Anselmo (Instituto Braços). Na tarde do dia 20, alusivo a morte de Zumbi dos Palmares, aconteceu a Mesa Redonda “Olhar retrospectivo”, com palestras de Andrey Roosewelt Chagas Lemos, Marcos Vinicius e Mariana Galvão. Alunos e equipe do Mais Educação (Colégio Estadual Elísio Carmelo) lançou a exposição temporária “Diversidade Cultural” a partir do projeto homônimo que este ano trabalhou o tema “Beleza Negra”. Encerrando tarde festiva teve show dos meninos da Oficina Futuros Ogãs, sob maestria de Camafeu de Xangô e cantor convidado Kleber Melo.


 GUERREIRAS AFRICANAS E A LENDA DAS SEREIAS 
ESPETÁCULO DA ESCOLA DE ARTES VALDICE TELLES (FUNCAJU), 19/11/2013. FOTO: FLÁVIA SANTANA



PALESTRANTES - III MÓDULO - 20/11/2013.
 FOTOS: DANIELLE PEREIRA

Andrey Roosewelt Chagas Lemos (UNEGRO/SE)
Marcos Vinicius Anjos (NEDIC/SEED)
Mariana Galvão (Instituto Paulo Freire)

EXPOSIÇÃO DIVERSIDADE CULTURAL
COLÉGIO DEPUTADO ELÍSIO CARMELO, 20/11/2013.
FOTOS: DANIELLE PEREIRA

Cartaz do projeto Diversidade Cultural 2013
Neverton Cruz, Presidente da ACAMHS


SHOW FUTUROS OGÃS COM CAMAFEU DE XANGÔ E KLEBER MELO
20/11/2013. FOTOS: DANIELLE PEREIRA


PRÊMIO ABDIAS DO NASCIMENTO
Enquanto espaço das discussões étnico-raciais, produção do saber e fomento da cultura brasileira, o evento Círculo dos Ogãs receberá o prêmio Abdias do Nascimento, na Assembléia Legislativa de Sergipe, próxima sexta (29/11), por indicação da deputada Conceição Vieira. Para Thiago Fragata, idealizador do evento e diretor do Museu Histórico de Sergipe, unidade da SECULT que abriga o evento, “é preciso agradecer as entidades que assumiram a realização do evento, ong SAHUDE e ACAMHS, agradecer aos parceiros e ao público”.

De acordo com Viviane Lima, Presidente da ong SAHUDE "Como dado objetivo, o evento Círculo dos Ogãs realizou em apenas 4 (quatro) edições, um conjunto de atividades que revela o merecimento do prêmio Abdias do Nascimento".

1 culto ecumênico
1 mapeamento dos terreiros de São Cristóvão
2 rodas de capoeira (regional e angola)
2 espetáculos de dança afro
2 círculos da Paz na Praça São Francisco
3 rodas de leituras temáticas
3 shows
4 exposições temporárias
18 palestras

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

CÍRCULO DOS OGÃS RECEBERÁ PRÊMIO ABDIAS DO NASCIMENTO 2013

Luiz Melo recita na Roda de leitura "Combate ao Racismo", 25/9/2013

O Círculo dos Ogãs foi selecionado para receber prêmio Abdias do Nascimento 2013, na Assembléia Legislativa, próximo dia 29/11, a partir das 9 horas, por indicação da Deputada Conceição Vieira. O premio destacará iniciativas afro-sergipanas que tenham uma ressonância com toda a sociedade.

HISTÓRICO DO EVENTO

Thiago Fragata idealizou o evento Círculo dos Ogãs

Um evento para discutir questões étnico-raciais no centro histórico de São Cristóvão, ex-capital que nos tempos coloniais fez do catolicismo e da burocracia administrativa as instituições hegemônicas, assim foi concebido o Círculo dos Ogãs por Thiago Fragata, diretor do Museu Histórico de Sergipe. Ele afirma "idealizei o evento em 2010, na euforia de transformar a Praça São Francisco em cenário de todas as religiões, especialmente, as religiões de matriz africana".

Cartaz do IV Círculo dos Ogãs. Arte: Rafael Oliva/SECULT

Na sua primeira edição (2010), com o tema "Africanidade e resistência em São Cristóvão", o evento reuniu representação dos terreiros locais para palestras, exposições, missa ecumênica e ato público na Praça São Francisco. Este ano o Museu Histórico de Sergipe e a Secretaria Estadual de Cultura (SECULT) foram agentes realizadores, com o apoio da Prefeitura Municipal de São Cristóvão e Casa do IPHAN.


Cartaz II Círculo dos Ogãs. Arte: Mentefertil

Em 2011 a ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) assumiu a maior parte das demandas para realização do evento, dividindo com o Museu Histórico de Sergipe/SECULT sua realização. Definido o tema "Matrizes da religiosidade brasileira" firmou-se parceria com o Núcleo de Graduação em Ciências da Religião (Departamento de Ciências Sociais/UFS), Prefeitura Municipal de São Cristóvão e Casa do IPHAN.

Cartaz III Círculo dos Ogãs. Arte: Gladston Barroso.
 
Dada a magnitude do evento e as dificuldades, a partir da terceira edição (2011), a ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) assumiu a realização do evento. A ong SAHUDE conseguiu via parceria com Secretaria de Estado da Cultura (SECULT), Ong Ação e Cidadania João Bebe-Água (ACIJOBA), Prefeitura Municipal de São Cristóvão e Casa do IPHAN, o apoio necessário para realização das palestras, exposições, mostras de video, roda de leitura e apresentações culturais. O Museu Histórico de Sergipe consolidou-se enquanto sede do evento.

O III Círculo dos Ogãs apresentou o tema "Africanidade na cidade", expondo e discutindo elementos do patrimônio cultural dos centros urbanos que nos remete a herança africana. Exemplo: samba, hip-hop, capoeira, etc.

Cartaz IV Círculo dos Ogãs. Arte: Gladston Barroso.
No corrente ano, O IV Círculo dos Ogãs foi dedicado a "Lei 10.639/2003: uma década de experiências". Suas atividades foram divididas em 3 módulos (I - 25 de setembro; II - 27 de outubro; III - 19, 20 e 22 de novembro). Realizado com a Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe - criada em setembro de 2012 - , teve como parceiros a Casa do IPHAN, a Secretaria de Estado da Cultura (SECULT), a ACIJOBA, a UNEGRO/SE, o Núcleo da Diversidade Cultural (NEDIC/SEED-SE), o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB/UFS) e a Diretoria Regional de Educação (DRE 8/SEED-SE).


Show Kleber Melo e Futuros Ogãs, 20/11/2013.

Conferência Lei 10.639/2003, com Prof Robson Anselmo, 19/11/2013
BALANÇO DAS ATIVIDADES

De acordo com Viviane Lima, Presidente da ong SAHUDE "Como dado objetivo, o evento Círculo dos Ogãs realizou em apenas 4 (quatro) edições, um conjunto de atividades que revela o merecimento do prêmio Abdias do Nascimento".

1 culto ecumênico
1 mapeamento dos terreiros de São Cristóvão
2 rodas de capoeira (regional e angola)
2 espetáculos de dança afro
2 círculos da Paz na Praça São Francisco
3 rodas de leituras temáticas
3 shows
4 exposições temporárias
18 palestras

FONTE: BLOG DA SAHUDE

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

MUSEU HISTÓRICO DE SERGIPE RECEBEU PRÊMIO DO IPHAN

Thiago Fragata recebeu prêmio de Terezinha Oliva e Jurema Machado. Foto: San Rogê

 
O Museu Histórico de Sergipe, unidade da Secretaria de Estado da Cultura, foi uma das instituições homenageadas na solenidade ocorrida na última quinta, 17/10, no Cine Brasília, da Capital Federal. A cerimonia dos vencedores do edital Rodrigo Melo Franco de Andrade 2013, a mais importante premiação brasileira voltada para a preservação do patrimônio cultural foi organizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que reuniu representantes das 8 (oito) iniciativas selecionadas de seis estados brasileiros: Pará, Bahia, Paraíba, Pernambuco, São Paulo e Sergipe. Este teve ainda o Museu da Gente Sergipana (Banese) premiado na categoria responsabilidade social.

Comitiva representante do Museu da Gente Sergipana, Terezinha Oliva e Thiago Fragata
O diretor do Museu Histórico de Sergipe, Thiago Fragata, participou da solenidade que contou as presenças da Presidente do IPHAN, Jurema Machado, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Ângelo Oswaldo, representantes da comissão julgadora do prêmio, da superintendente do IPHAN/Sergipe, Terezinha Oliva, demais autoridades e convidados.

Ao receber a placa que simboliza o reconhecimento do Programa Educativo do Museu Histórico de Sergipe, desenvolvido entre os anos de 2010 e 2012, que realizou exposições, palestras, eventos como Noite de Histórias, Círculo dos Ogãs, dentre outros, o diretor informou que “o prêmio é fruto da ousadia, parcerias e do trabalho. Ousadia de uma equipe que junto com instituições parceiras fez do Museu Histórico de Sergipe mais que uma casa de visitas. O prêmio destacou as ações educativas executadas nos últimos três anos por isso agradeço aos parceiros, ao Governo do Sergipe e a Secretaria de Estado da Cultura que acreditaram em nossa competência e em nossa gestão”.

Diante da ênfase as ações educativas de mobilização para campanha da Praça São Francisco, Patrimônio da Humanidade, de 2010, a exemplo do projeto Noite de Histórias, o diretor Fragata informou ainda que a referida campanha já rendeu homenagens como a comenda Mérito Aperipê e que o Museu Histórico de Sergipe aquartelou diversas ações da comissão pró-candidatura. Feliz com o destaque nacional alcançado, a direção da instituição reapresentará no próximo dia 1 de novembro, às 10hs, a exposição temporária “Praça São Francisco: o processo da conquista”, uma das ações bem avaliadas pela comissão organizadora do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Um módulo especial vai expor as premiações e o Desempenho MHS 2010/2012.


Representação premiada e Comissão Julgadora. Foto: San Rogê


domingo, 13 de outubro de 2013

Cerimônia de entrega do Prêmio Rodrigo Melo Franco acontece na quinta, 17/10


O novo Cine Brasília, na capital federal, será o palco para a cerimônia de entrega do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. A festa de premiação no dia 17 de outubro, a partir das 19h, reunirá os oito vencedores de seis estados brasileiros (Pará, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e São Paulo). Cada um receberá R$ 20 mil e uma placa comemorativa como reconhecimento pelas ações que desenvolvem em prol da preservação, valorização e divulgação do Patrimônio Cultural Brasileiro.  

A premiação criada em 1987 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), celebra, em 2013, os 120 anos de nascimento do modernista Mário de Andrade que, em 1936, a pedido do então ministro da Educação, Gustavo Capanema, elaborou o anteprojeto de lei que resultou na organização jurídica da proteção do patrimônio cultural brasileiro e na criação do atual IPHAN. A cerimônia contará também com show de José Miguel Wisnik, Ná Ozzetti e Banda.

Os vencedores foram selecionados, em agosto, pela Comissão Nacional de Avaliação. Os jurados foram unânimes em afirmar que é extremamente gratificante participar da avaliação dos projetos porque, mais que premiar os selecionados, o processo permite conhecer a diversidade da cultura brasileira e as mais variadas atividades de resgate da memória nacional e de divulgação, valorização e preservação do Patrimônio Cultural. Este ano, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade recebeu 233 inscrições em todo o país, sendo que 76 foram as finalistas da etapa nacional.

Na edição 2013, os vencedores nacionais de cada categoria são os seguintes:

• Patrimônio Material: Bens Imóveis e Paisagens Naturais e Culturais
Ação: Coleta, catalogação, higienização e montagem de fragmentos de azulejos da residência Victor Maria da Silva.
Proponente: Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação - Lacore/UFPA
Estado: Pará

• Patrimônio Material: Bens Móveis e Acervos Documentais
Ação: Centro de Memória Dorina Nowill
Proponente: Fundação Dorina Nowill para cegos
Estado: São Paulo

• Patrimônio Imaterial
Ação: Museu do Patrimônio Vivo de João Pessoa
Proponente: Coletivo Jaraguá
Estado: Paraíba

• Patrimônio Arqueológico
Ação: Circuitos Arqueológicos: Práticas Sociais da Arqueologia na Chapada Diamantina - Bahia
Proponente: Carlos Etchervarne
Estado: Bahia

Museu Histórico de Sergipe, unidade da SECULT, será premiado 

• Políticas Públicas, Programas e Projetos Governamentais
Ação: Programa educativo do Museu Histórico de Sergipe - 2010-2012
Proponente: Museu Histórico do Sergipe
Estado: Sergipe

• Responsabilidade Social
Ação: Museu da Gente Sergipana - projetos e exposições
Proponente: Instituto Banese
Estado: Sergipe

• Comunicação e Mobilização Social
Ação: Povos Indígenas no Brasil
Proponente: Instituto Socioambiental
Estado: São Paulo

• Ações Educativas
Ação: Mané Gostoso e o Vaivém do Lúdico
Proponente: Centro de Criação Galpão das Artes
Estado: Pernambuco


MARIO DE ANDRADE E RODRIGO MELO FRANCO DE ANDRADE 

Muitos intelectuais, escritores e artistas colaboraram para consolidar a ideia de uma instituição voltada para a preservação do patrimônio cultural no Brasil entre os anos 1920 e 1930, entre eles Rodrigo Melo Franco de Andrade, Mario de Andrade, Lucio Costa, Carlos Drummond de Andrade, Sergio Buarque de Holanda e Manuel Bandeira. O Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, em 1936, solicitou a Mário de Andrade a elaboração de um ante-projeto de lei para a organização jurídica da proteção do patrimônio cultural brasileiro e a criação do IPHAN. A partir deste trabalho, sob a coordenação de Rodrigo Melo Franco de Andrade, a instituição foi criada pela Lei Nº 378, de 13 de janeiro de 1937. Em 30 de novembro de 1937 é promulgado o Decreto-Lei Nº 25, que “organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional” e institui o instrumento do tombamento. Ainda hoje o Decreto-Lei Nº25 é o principal instrumento de preservação do patrimônio cultural brasileiro.
Rodrigo Melo Franco de Andrade
O advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 17 de agosto de 1898 em Belo Horizonte. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil. Iniciou a vida política como chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. Entre 1934 e 1945, período em que Gustavo Capanema era ministro da Educação, Rodrigo Melo Franco de Andrade integrou o grupo formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922, quando se tornou o maior responsável pela consolidação jurídica do tema Patrimônio Cultural no Brasil. Em 1937 fundou o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual IPHAN, que presidiu até 1967.
Mário de Andrade
Mário de Andrade nasceu em São Paulo, em 9 de outubro de 1893. Poeta, romancista, musicólogo, historiador, crítico de arte e fotógrafo, foi um dos principais inspiradores do Modernismo no Brasil, exercendo grande influência na literatura e nas artes modernas brasileira. Esteve pessoalmente envolvido em praticamente todas as áreas que estiveram relacionadas com o modernismo. Suas fotografias e seus ensaios, que cobriam uma ampla variedade de assuntos, da história à literatura e à música. Depois de também trabalhar como professor de música e colunista de jornal, no fim de sua vida, tornou-se diretor-fundador do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, formalizando o papel que havia desempenhado durante muito tempo como catalisador da modernidade artística na cidade e no país.

Fonte: SITE DO IPHAN (com inserção de imagens)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Presidente do IPHAN visita São Cristóvão

Diretor do MHS, Thiago Fragata, e Presidente do IPHAN, Jurema Machado


A presidente do IPHAN, Jurema Machado, visitou nesta última quinta-feira, 29 as cidades de São Cristóvão e Laranjeiras, junto com alguns superintendentes e coordenadores do IPHAN, entre eles Terezinha Alves de Oliva, Superintendente do IPHAN em Sergipe. Em São Cristóvão a recepção calorosa foi feita por Mestre Satú e o seu Reisado, na Praça São Francisco.

Estavam presentes representantes do Governo Municipal dentre os quais o prefeito em exercício Jorge Eduardo Santos, a Secretária de Obras Maria Olivia Chirife, a Presidente da Associação João Bebe Água Dilene Job; representantes do Governo do Estado o diretor administrativo e financeiro da (Empresa Sergipana de Turismo) EMSETUR Armando Batalha Júnior, as coordenadoras do Escritório Técnico da SUBPAC Vânia e Jailda. 

Jurema Machado verificou os locais que serão alvo dos benefícios trazidos pelo PAC das Cidades Históricas na cidade, conheceu ações de Educação Patrimonial na Casa do IPHAN e conversou com o diretor do Museu Histórico de Sergipe, Thiago Fragata, ganhador de uma das categorias do Prêmio Rodrigo de Melo Franco. 

O PAC Cidades Históricas é uma ação intergovernamental articulada com a sociedade para preservar o patrimônio brasileiro, valorizar nossa cultura e promover o desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade e qualidade de vida para os cidadãos.

O programa é uma importante conquista e consolida significativos resultados obtidos a partir do incremento das políticas culturais em nosso país, em especial da implementação do Programa Monumenta, o qual promoveu impactos muito positivos para as comunidades de 26 municípios beneficiados.

Ampliar a abrangência dessa estratégia de desenvolvimento, para posicionar o patrimônio cultural como eixo indutor e estruturante, é o objetivo do PAC Cidades Históricas que atuará, inicialmente, em 44 cidades, de 20 estados da federação, com a disponibilização de R$ 1 bilhão de reais até 2015, em obras públicas. Outros R$ 300 milhões estão destinados a uma linha de crédito para proprietários de imóveis de cidades tombadas pelo IPHAN.

A Praça São Francisco ser Patrimônio Mundial serviu de argumento para que São Cristóvão fosse contemplada pelo PAC das Cidades Históricas. Depois de um processo seletivo de projetos São Cristóvão conseguiu angariar recursos para oito (08) ações. São elas:

Restauração do Sobrado do Balcão Corrido 
Restauração da Sede da Prefeitura Municipal
Restauração da Antiga Casa de Câmara e Cadeia 
Restauração da Igreja N. Sra. do Amparo
Restauração dos prédios da Estação Ferroviária e Capelinha e requalificação urbanística de sua esplanada 
Restauração da Igreja Nossa Senhora do Rosário 
Restauração do Convento São Francisco
Restauração do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Vereadora Lucimara destaca prêmios recebidos por museus

Prêmo RMFA 2013 é destacado na Câmara de Vereadores de Aracaju

Por Aline Braga

Na tarde dessa quarta, 15/8, a vereadora Lucimara Passos (PCdoB/SE) fez questão de comemorar os prêmios concedidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a duas instituições sergipanas. O Museu Histórico de Sergipe (MHS) e o Museu da Gente Sergipana, criado pelo Instituto Banese, ganharam, respectivamente, nas categorias ‘Políticas públicas, programas e projetos governamentais’ e ‘Responsabilidade Social’ na 26a edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. “Esses prêmios são importantes porque promovem o reconhecimento de uma política estabelecida pelo governo do Estado para a preservação da memória e da identidade do povo sergipano”, exaltou Lucimara.

Ao total foram 233 projetos inscritos em todo o Brasil e somente Sergipe e São Paulo conseguiram dois prêmios nessa edição que contemplou instituições em oito categorias. De acordo com Lucimara, esses prêmios destacam o brilhante trabalho da secretária de Estado da Cultura Eloísa Galdino. “Ela sempre deu prioridade à preservação da memória e, junto com sua equipe, está alinhada às ações que pretendem estabelecer cadeias produtivas, formação dos agentes culturais e economia da cultura”, conclui. A vereadora também ressaltou o excelente trabalho dos diretores dos museus Thiago Fragata e Marcelo Rangel e da excelente gestão de Ézio Déda à frente do Instituto Banese.

OS MUSEUS 

O MHS, que fica em São Cristóvão, é dirigido pelo historiador Thiago Fragata e foi contemplado por mérito na execução do projeto educativo realizado entre os anos de 2010 e 2012. Criado em 1960, o MHS atende turistas e público escolar e também serve de “casa de pesquisa” por meio de seus catálogos, artigos e palestras. Além disso, tem uma localização privilegiada, em frente à Praça São Francisco, Patrimônio Mundial da Humanidade pela União das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Thiago Fragata teve atuação destacada no reconhecimento internacional desta praça.

Já o Museu da Gente, localizado em Aracaju, é uma obra recente, fruto da restauração do antigo prédio do teatro Atheneuzinho e que gerou grande expectativa da população aracajuana à época de sua inauguração em novembro de 2011. A equipe do museu almeja que até 2017 ele seja uma instituição de reconhecimento nacional enquanto instrumento de preservação e disseminação artes e da cultura. “Estamos caminhando na direção certa e é importante que o Brasil reconheça o exitoso trabalho que vem sendo desenvolvido no âmbito cultural em Sergipe”, conclui Lucimara.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

MHS E MUSEU DA GENTE SERGIPANA CONQUISTAM O PRÊMIO RMFA 2013



O Museu Histórico de Sergipe (MHS), espaço cultural administrado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), foi um dos vencedores do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que também premiou o Instituto Banese pela criação do Museu da Gente Sergipana, outra iniciativa do Governo de Sergipe.

O resultado do prêmio, que teve 233 projetos inscritos e apenas oito contemplados, foi divulgado na manhã dessa quarta-feira, 14, e consagra a política cultural do Governo de Sergipe. “Foram dois prêmios para o nosso Estado. Apenas São Paulo teve desempenho semelhante. Isso nos enche de orgulho e mostra que o governador Marcelo Déda acertou em cheio ao apostar na reforma do Museu Histórico de Sergipe e na criação do Museu da Gente Sergipana”, diz a secretária Eloísa Galdino.

O MHS foi o vencedor da categoria ‘Políticas públicas, programas e projetos governamentais’ com um projeto educativo desenvolvido entre os anos de 2010 e 2012. Já o Instituto Banese levou o prêmio na categoria ‘Responsabilidade Social’, pela construção do Museu da Gente Sergipana. Os vencedores receberão certificado, troféu e R$ 20 mil em dinheiro em solenidade a ser promovida no dia 17 de outubro, no Museu Nacional, em Brasília (DF).

O diretor do Museu Histórico de Sergipe, Thiago Fragata, enaltece o trabalho de equipe. “A conquista do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade representa o trabalho de uma equipe dedicada, que não mede esforços para fazer do MHS um espaço cultural atrativo a sergipanos e turistas, que prima também pelas ações pedagógicas relacionadas à preservação do patrimônio histórico. É uma grande vitória”, comemora Thiago. 

Para o superintendente do Instituto Banese e diretor do Museu da Gente Sergipana, Ezio Déda, a tão renomada conquista adquirida é fruto de um trabalho sério e coletivo. “O mérito se deu em função dos projetos de responsabilidade sócio-ambiental desenvolvidos pela instituição, em especial, o denominado Museu da Gente Sergipana, que prima por fortalecer a identidade do povo sergipano através da disseminação da arte e da cultura”, ressalta Ézio.

Vencedores da edição 2013

• Patrimônio Material: Bens Imóveis e Paisagens Naturais e Culturais
Ação: Coleta, catalogação, higienização e montagem de fragmentos de azulejos da residência Victor Maria da Silva
Proponente: Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação - Lacore/UFPA
Estado: Pará

• Patrimônio Material: Bens Móveis e Acervos Documentais
Ação: Centro de Memória Dorina Nowill
Proponente: Fundação Dorina Nowill para cegos
Estado: São Paulo

• Patrimônio Imaterial
Ação: Museu do Patrimônio Vivo de João Pessoa
Proponente: Coletivo Jaraguá
Estado: Paraíba

• Patrimônio Arqueológico
Ação: Circuitos Arqueológicos: Práticas Sociais da Arqueologia na Chapada Diamantina - Bahia
Proponente: Carlos Etchervarne
Estado: Bahia

• Políticas públicas, programas e projetos governamentais
Ação: Programa educativo do Museu Histórico de Sergipe - 2010-2012
Proponente: Museu Histórico do Sergipe
Estado: Sergipe

• Responsabilidade Social
Ação: Museu da gente Sergipana - projetos e exposições
Proponente: Instituto Banese
Estado: Sergipe

• Comunicação e mobilização social
Ação: Povos Indígenas no Brasil
Proponente: Instituto Socioambiental
Estado: São Paulo

• Ações Educativas
Ação: Mané Gostoso e o Vaivém do Lúdico
Proponente: Centro de Criação Galpão das Artes
Estado: Pernambuco

Sobre o prêmio

É um dos mais importantes prêmios voltados para ações na área de Patrimônio Cultural. Este ano, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade celebra os 120 anos de nascimento do modernista Mário de Andrade que, em 1936, a pedido do então ministro da Educação, Gustavo Capanema, elaborou o anteprojeto de lei que resultou na organização jurídica da proteção do patrimônio cultural brasileiro e na criação do atual IPHAN.

Sobre Rodrigo Melo Franco de Andrade

O advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 17 de agosto de 1898 em Belo Horizonte. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil e, na política, foi chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. O grupo era formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922. Rodrigo Melo Franco de Andrade comandou o IPHAN desde sua fundação em 1937, até 1967.

FONTE: SECULT