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sábado, 25 de outubro de 2014

Ei Globo, não sou tuas nêgas!

Miguel Falabella e atrizes do elenco 

A ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) prepara a programação do V Círculo dos Ogãs: Mulheres Negras, evento a realizar-se entre os dias 18 e 21 de novembro. Laila Oliveira é uma palestrantes convidadas, autora do festejado texto "Ei Globo, não sou tuas negas" reproduzido amplamente nas redes sociais e que o Museu Histórico de Sergipe, na luta por um mundo sem preconceito e parceiro do evento, também reproduz abaixo:


Ei Globo, não sou tuas nêgas!

Por Laila Oliveira

O sentimento de indignação me fez refletir sobre essa constante e secular sexualização que é imputada a nós mulheres negras. Uma imagem que há décadas é sustentada pela literatura brasileira, pela mídia e pelas músicas da indústria cultural responsáveis pela construção no imaginário popular dos estereótipos como a negra fogosa, a moreninha da cor do pecado, da mulata tipo exportação entre outros. Quase caí pra trás ao saber da mais nova obra de arte global, mais um duro golpe da mídia racista, a produção do seriado criado por Miguel Falabella,“Sexo e As Negas” parodiando o famoso “Sex and City”.


A série ainda não tem data de estreia, e segundo o autor, a versão acontecerá em Cordovil, no Rio de Janeiro. Consistirá em um quarteto de amigas cariocas composto por uma camareira, uma cozinheira, uma operária e uma costureira, que viverão dilemas e obstáculos para alcançar o seu verdadeiro objetivo que é a conquista de um parceiro sexual.

Mas o que é pior do que ridicularizar a população pobre e negra numa versão tosca de um seriado de mulheres brancas e burguesas, é acreditar que está fazendo a diferença na vida dos negros e negras relegadas ou submetidas a papéis de subalternidade, ao afirmar que através dessa produção a autoestima da população negra vai aumentar, e quem sabe agora haverá uma mudança na televisão brasileira, após 46 anos de existência, onde a trajetória das personagens negras eram as cozinhas e as favelas nos frios cenários das telenovelas.

A questão racial na mídia ainda nos é muito cara, já que segundo Joel Zito, pesquisador e cineasta, em um terço das telenovelas produzidas pela Rede Globo até o final da década de 90 não haviam personagens negros, contrastando com a realidade brasileira, que à época chegava a 50% da população, atualmente os dados apontam que somos maioria mas continuamos invisibilizados nas esferas de poder, nas instituições de ensino, de saúde e no [não] democrático universo midiático.

Se nessa longa trajetória percorrida por Rute de Souza, Léa Garcia, Neusa Borges e tantas outras atrizes renomadas e oriundas do Teatro Experimental do Negro, a emissora nunca abriu espaço para uma ficção seriada apenas protagonizadas por negras, qual será o interesse? Qual é o jogo?

Miguel Falabella já é um velho conhecido das produções que fazem chacota de pobres, mulheres, negros, e nordestinos. Se voltarmos no tempo vamos lembrar de personagens e frases celebres do diretor e produtor. Uma de suas produções ficou muito famosa pelas frases de violência e intolerância como “Cale a boca Magda!” e “Eu tenho horror a pobre”. Será que realmente ele está preocupado em contribuir para uma mudança de olhar diante da população negra e pobre? Acredito que não.

Solange Couceiro de Lima já alertava em seu artigo Reflexo do Racismo à Brasileira “a existência de uma identidade negra deformada e estereotipada presente em diversos produtos da comunicação social”. E se a mídia contribui para uma cultura nacional que fortalece uma imagem que nos estigmatiza, que nos mantêm em um lugar inferiorizado perpetuando o racismo velado no país, é preciso negar esse lugar, esse papel não é nosso.

Não aceitaremos, nem fortaleceremos a herança escravagista onde o nosso corpo negro não tem voz e não tem vez, cabendo apenas a satisfação sexual dos senhores brancos. Lélia Gonzales (1984), refletia sobre o grau de violência simbólica sofrida pela mulher negra, ao mesmo tempo em que é endeusada no período carnavalesco, exerce em seu cotidiano a atividade de empregada doméstica para seu sustento. “É por aí também que se constata que os termos mulata e doméstica são atribuições de um mesmo sujeito”.

Exigimos mais respeito com a nossa vida, com os nossos corpos e nossas escolhas. Enquanto se fantasia e ridiculariza a afetividade de mulheres negras do subúrbio, continuamos morrendo nas maternidades públicas, exterminadas pela polícia racista ou sofrendo com a ausência de direitos que deveriam ser garantidos, e isso não tem graça.

Continuaremos lutando e resistindo para sufocar toda e qualquer produção que contribua para a perpetuação de uma sociedade racista, denunciando e cobrando responsabilidade das emissoras, mesmo as privadas, pois possuem concessões públicas e portanto, deveriam respeitar a população brasileira e a sua diversidade. O horizonte aponta para a urgência da democratização dos meios de comunicação, onde a gente possa não apenas nos enxergar com orgulho, mas onde possamos ver nossas demandas pautadas pela mídia.

Referências bibliográficas:
ARAÚJO, Zito Joel. O Negro na Dramaturgia, um caso exemplar da decadência do mito da democracia racial brasileira. Florianópolis: Estudos Feministas, 2008.
COUCEIRO DE LIMA, S.M. Reflexos do Racismo à Brasileira. Revista USP. São Paulo(32): 56 – 65: DEZEMBRO/FEVEREIRO 1996-97
GONZALES, Lélia. Racismo e Sexismo na Cultura Brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje. Anpocs, 1984, p. 223-244.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
LOPES, Maria Immacolata Vassallo. Telenovela como recurso comunicativo. MATRIZES. Ano 3-nº 1, agosto/dezembro 2009.
FONTE: http://www.geledes.org.br/ei-globo-nao-sou-tuas-negas/#axzz3HBDK2iQ


LEIA: DEFESA DE MIGUEL FALABELLA
CONFIRA: RESUMO DO IV CÍRCULO DOS OGÃS

quinta-feira, 13 de março de 2014

Palestra e exposição no dia 17 de Março, segunda-feira!

João Bebe-Água, de Demisson Santos, uma das atrações
O Museu Histórico de Sergipe lançará na segunda, 17 de março, dia alusivo a Mudança da Capital, a terceira edição do Projeto Casa de João Bebe-água. Na programação, Thiago Fragata irá conceder a palestra “Mudança da capital: onde, como, porquê” , também haverá lançamento da exposição temporária “Sonhos de João Bebe-Água”.

Neste importante episodio da vida política de Sergipe, João João Bebe-Água, o bairrista homenageado teria praguejado, protestado, feito promessas, inconformado com o ato governista. Para exposição temporária “Sonhos de João Bebe-Água” foi lançado desafio aos artistas de recriar com imaginação e pesquisa sua versão do misterioso rebelde, o resultado dividirá a sala com mobílias da antiga Assembleia e Câmara Provincial, também documentação original a exemplo do Relatório que Inácio Joaquim Barbosa, Governador, expos a necessidade de mudar a sede do poder político para Aracaju.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA - 17 de março

10:00 Hs - Mudança da capital: onde, como, porquê – palestra com Thiago Fragata
11:00 Hs – Lançamento da exposição temporária “Sonhos de João Bebe-Água”

Relatório Provincial, de 1 de março de 1855. Original. Acervo do MHS


terça-feira, 26 de novembro de 2013

CÍRCULO DOS OGÃS REALIZADO, EVENTO PREMIADO

Guerreiras africanas, espetáculo da Escola de Artes Valdice Telles. Foto: Flavia Santana


A exibição do premiado curta Caixa D'Água: qui-lombo e esse?, da jovem cineasta Everlane Morais, no auditório do Museu Histórico de Sergipe, na tarde da última sexta (22/11), encerrou o terceiro módulo do IV Círculo dos Ogãs. Este ano, as instituições realizadoras (ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico e a Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe) decidiram dividir em 3 (três) módulos o evento que tematizou os dez anos da Lei 10.639/2003.

O primeiro módulo foi lançado dentro da programação da VII Primavera dos Museus, dia 25 de setembro, realizado no Museu Histórico de Sergipe, que discutiu o tema “Museus, memória e cultura afro brasileira”. A Mesa Redonda “A lei 10.639/2003, os professores e o IV Círculo dos Ogãs”, contou com palestras de Marcos Vinicius dos Anjos, Maria Batista Lima e Sonia Oliveira Santos. 

PALESTRANTES - I MÓDULO - 25/09/2013
Marcos Vinicius Anjos (NEDIC/SEED)
Maria Batista Lima (NEAB/UFS)
Sonia Oliveira Santos (CONAE)


O segundo módulo ocorreu na manhã do dia 27 de outubro, no auditório do Museu Histórico de Sergipe, e congregou docentes dos colégios estaduais Padre Gaspar Lourenço e Deputado Elísio Carmelo. A dinâmica foi apresentar projetos (finalizados ou em andamento) das unidades escolares a partir da lei 10.639/2003.

O terceiro módulo ocorreu nos dias 19, 20 e 22 de novembro. Na noite da terça, (19/11), houve apresentação de dança e percussão dos alunos da Escola de Artes Valdice Telles (FUNCAJU), também a conferência de abertura “A democratização da Educação a partir da lei 10.639/2003” do professor Robson Anselmo (Instituto Braços). Na tarde do dia 20, alusivo a morte de Zumbi dos Palmares, aconteceu a Mesa Redonda “Olhar retrospectivo”, com palestras de Andrey Roosewelt Chagas Lemos, Marcos Vinicius e Mariana Galvão. Alunos e equipe do Mais Educação (Colégio Estadual Elísio Carmelo) lançou a exposição temporária “Diversidade Cultural” a partir do projeto homônimo que este ano trabalhou o tema “Beleza Negra”. Encerrando tarde festiva teve show dos meninos da Oficina Futuros Ogãs, sob maestria de Camafeu de Xangô e cantor convidado Kleber Melo.


 GUERREIRAS AFRICANAS E A LENDA DAS SEREIAS 
ESPETÁCULO DA ESCOLA DE ARTES VALDICE TELLES (FUNCAJU), 19/11/2013. FOTO: FLÁVIA SANTANA



PALESTRANTES - III MÓDULO - 20/11/2013.
 FOTOS: DANIELLE PEREIRA

Andrey Roosewelt Chagas Lemos (UNEGRO/SE)
Marcos Vinicius Anjos (NEDIC/SEED)
Mariana Galvão (Instituto Paulo Freire)

EXPOSIÇÃO DIVERSIDADE CULTURAL
COLÉGIO DEPUTADO ELÍSIO CARMELO, 20/11/2013.
FOTOS: DANIELLE PEREIRA

Cartaz do projeto Diversidade Cultural 2013
Neverton Cruz, Presidente da ACAMHS


SHOW FUTUROS OGÃS COM CAMAFEU DE XANGÔ E KLEBER MELO
20/11/2013. FOTOS: DANIELLE PEREIRA


PRÊMIO ABDIAS DO NASCIMENTO
Enquanto espaço das discussões étnico-raciais, produção do saber e fomento da cultura brasileira, o evento Círculo dos Ogãs receberá o prêmio Abdias do Nascimento, na Assembléia Legislativa de Sergipe, próxima sexta (29/11), por indicação da deputada Conceição Vieira. Para Thiago Fragata, idealizador do evento e diretor do Museu Histórico de Sergipe, unidade da SECULT que abriga o evento, “é preciso agradecer as entidades que assumiram a realização do evento, ong SAHUDE e ACAMHS, agradecer aos parceiros e ao público”.

De acordo com Viviane Lima, Presidente da ong SAHUDE "Como dado objetivo, o evento Círculo dos Ogãs realizou em apenas 4 (quatro) edições, um conjunto de atividades que revela o merecimento do prêmio Abdias do Nascimento".

1 culto ecumênico
1 mapeamento dos terreiros de São Cristóvão
2 rodas de capoeira (regional e angola)
2 espetáculos de dança afro
2 círculos da Paz na Praça São Francisco
3 rodas de leituras temáticas
3 shows
4 exposições temporárias
18 palestras

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

CÍRCULO DOS OGÃS RECEBERÁ PRÊMIO ABDIAS DO NASCIMENTO 2013

Luiz Melo recita na Roda de leitura "Combate ao Racismo", 25/9/2013

O Círculo dos Ogãs foi selecionado para receber prêmio Abdias do Nascimento 2013, na Assembléia Legislativa, próximo dia 29/11, a partir das 9 horas, por indicação da Deputada Conceição Vieira. O premio destacará iniciativas afro-sergipanas que tenham uma ressonância com toda a sociedade.

HISTÓRICO DO EVENTO

Thiago Fragata idealizou o evento Círculo dos Ogãs

Um evento para discutir questões étnico-raciais no centro histórico de São Cristóvão, ex-capital que nos tempos coloniais fez do catolicismo e da burocracia administrativa as instituições hegemônicas, assim foi concebido o Círculo dos Ogãs por Thiago Fragata, diretor do Museu Histórico de Sergipe. Ele afirma "idealizei o evento em 2010, na euforia de transformar a Praça São Francisco em cenário de todas as religiões, especialmente, as religiões de matriz africana".

Cartaz do IV Círculo dos Ogãs. Arte: Rafael Oliva/SECULT

Na sua primeira edição (2010), com o tema "Africanidade e resistência em São Cristóvão", o evento reuniu representação dos terreiros locais para palestras, exposições, missa ecumênica e ato público na Praça São Francisco. Este ano o Museu Histórico de Sergipe e a Secretaria Estadual de Cultura (SECULT) foram agentes realizadores, com o apoio da Prefeitura Municipal de São Cristóvão e Casa do IPHAN.


Cartaz II Círculo dos Ogãs. Arte: Mentefertil

Em 2011 a ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) assumiu a maior parte das demandas para realização do evento, dividindo com o Museu Histórico de Sergipe/SECULT sua realização. Definido o tema "Matrizes da religiosidade brasileira" firmou-se parceria com o Núcleo de Graduação em Ciências da Religião (Departamento de Ciências Sociais/UFS), Prefeitura Municipal de São Cristóvão e Casa do IPHAN.

Cartaz III Círculo dos Ogãs. Arte: Gladston Barroso.
 
Dada a magnitude do evento e as dificuldades, a partir da terceira edição (2011), a ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) assumiu a realização do evento. A ong SAHUDE conseguiu via parceria com Secretaria de Estado da Cultura (SECULT), Ong Ação e Cidadania João Bebe-Água (ACIJOBA), Prefeitura Municipal de São Cristóvão e Casa do IPHAN, o apoio necessário para realização das palestras, exposições, mostras de video, roda de leitura e apresentações culturais. O Museu Histórico de Sergipe consolidou-se enquanto sede do evento.

O III Círculo dos Ogãs apresentou o tema "Africanidade na cidade", expondo e discutindo elementos do patrimônio cultural dos centros urbanos que nos remete a herança africana. Exemplo: samba, hip-hop, capoeira, etc.

Cartaz IV Círculo dos Ogãs. Arte: Gladston Barroso.
No corrente ano, O IV Círculo dos Ogãs foi dedicado a "Lei 10.639/2003: uma década de experiências". Suas atividades foram divididas em 3 módulos (I - 25 de setembro; II - 27 de outubro; III - 19, 20 e 22 de novembro). Realizado com a Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe - criada em setembro de 2012 - , teve como parceiros a Casa do IPHAN, a Secretaria de Estado da Cultura (SECULT), a ACIJOBA, a UNEGRO/SE, o Núcleo da Diversidade Cultural (NEDIC/SEED-SE), o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB/UFS) e a Diretoria Regional de Educação (DRE 8/SEED-SE).


Show Kleber Melo e Futuros Ogãs, 20/11/2013.

Conferência Lei 10.639/2003, com Prof Robson Anselmo, 19/11/2013
BALANÇO DAS ATIVIDADES

De acordo com Viviane Lima, Presidente da ong SAHUDE "Como dado objetivo, o evento Círculo dos Ogãs realizou em apenas 4 (quatro) edições, um conjunto de atividades que revela o merecimento do prêmio Abdias do Nascimento".

1 culto ecumênico
1 mapeamento dos terreiros de São Cristóvão
2 rodas de capoeira (regional e angola)
2 espetáculos de dança afro
2 círculos da Paz na Praça São Francisco
3 rodas de leituras temáticas
3 shows
4 exposições temporárias
18 palestras

FONTE: BLOG DA SAHUDE

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Museu Histórico de Sergipe sediará IV Círculo dos Ogãs



Acontece entre os dias 19, 20 e 22/11 (terça a sexta) o terceiro módulo do IV Círculo dos Ogãs, no Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão, que discute a "A lei 10.639/2003 - uma década de experiências''.

TERCEIRO MÓDULO DO IV CÍRCULO DOS OGÃS

PROGRAMAÇÃO
 
19 DE NOVEMBRO
 
19:00 Hs
Ilê Axê (Show)
Grupo Afro do Colégio Estadual Deputado Elísio Carmelo (Programa Mais Educação). Instrutor Edivanilson Santos
Local: Praça São Francisco

19:20 Hs
Guerreiras Africanas - A lenda das sereias
Espetáculo do Grupo de Dança e Percussão da Escola de Artes Valdice Telles (FUNCAJU). Instrutores: Cleane Silva e Marcos Mancada

20:00 Hs
“A democratização da Educação a partir da Lei 10.639/2003” - Conferencia de abertura
Prof. Msc. Robson Anselmo - Graduado em Arte-Educação pela Universidade Federal de Sergipe, Mestre em Educação pela mesma universidade, Coordenador do instituto Braços.
Local: Museu Histórico de Sergipe


DIA 20 DE NOVEMBRO

local: Museu Histórico de Sergipe

14:00Hs
MESA REDONDA “Olhar retrospectivo: memória institucional a partir da Lei 10.639/2003”

NEDIC: memória institucional, as atividades
Prof. Marcos Vinicius dos Anjos - 
Licenciado em História (UFS), Especialista em docência universitária, professor da Rede Pública Estadual desenvolvendo atividade de Técnico no Núcleo da Educação, da Diversidade e Cidadania (NEDIC/DED/SEED). Professor Assistente da Faculdade São Luís de França.

UNEGRO/SE: memória institucional, as atividades
Andrey Roosewelt Chagas Lemos - Licenciado em História pela Universidade Tiradentes, Especialista em Ensino de História pela Faculdade São Luís de França, Coordenador Nacional LGBT da UNEGRO - União de Negros pela Igualdade e membro do Fórum Estadual de Educação – FEE.

A contribuição do Ponto de Cultura Amorim Rima na implementação da Lei 10.639/03"
Mariana Galvão 
 
15:30 Hs
“Na minha escola a Lei 10.639/2003 acontece”. Lançamento da Exposição Temporária com intervenção artística de alunos.

16:00 Hs
Futuros Ogãs & convidados (Show)
Apresentação da Oficina Cultural Futuros Ogãs, com o percussionista Camafeu de Xangô e convidados.

22 DE NOVEMBRO

Local: Museu Histórico de Sergipe

16:00Hs 
CAIXA D'ÁGUA: Qui-lombo é esse?
Exibição do Documentário da cineasta Everlane Moraes e debate.

DESEJA PARTICIPAR DO TERCEIRO MÓDULO DO IV CÍRCULO DOS OGÃS (19, 20 E 22/11)?? 
FAÇA SUA INSCRIÇÃO 

O público-alvo do IV Círculo dos Ogãs são professores e universitários. Os interessados em fazer inscrição para participar do terceiro módulo (dia 19, 20 e 22 de novembro) deve enviar nome, instituição e fone para o e-mail: museuhsergipe@gmail.com

A inscrição é gratuita. Todo participante receberá certificado.

O Círculo dos Ogãs é uma realização da Ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) e Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS) e tem o apoio do Museu Histórico de Sergipe/Secretaria de Estado da Cultura; do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/SE), da UNEGRO/SE, do Núcleo da Educação, da Diversidade e Cidadania (NEDIC/DED/SEED), Ponto de Cultura Circo-lando, Projeto Futuros Ogãs e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFS – CECH).

domingo, 13 de outubro de 2013

IV Círculo dos Ogãs é lançado com Mesa Redonda sobre a Lei 10639/2003

Cartaz do IV Círculo dos Ogãs

A Mesa Redonda “A Lei 10639/2003, os professores e o IV Círculo dos Ogas” fez parte da programação da VII Primavera dos Museus organizada pelo Museu Histórico de Sergipe no dia 25 de setembro. Para a ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) e a Associação Cultural Amigos do Museu Histórico (ACAMHS), instituições realizadoras do IV Círculo dos Ogãs que este anos trás o tema “ Lei 10.639/2003: uma década de experiências”, o evento representou a abertura das atividades ou o primeiro módulo. 
MOMENTOS DO PRIMEIRO MÓDULO DO IV CÍRCULO DOS OGÃS
Marcos Vinicius falou da cartilha lançada pelo NEDIC em 2011

Cartilha com sugestões de práticas baseadas na lei foi sorteada

professores e universitários prestigiaram o evento
Sonia Oliveira fez reflexão a partir da sua experiência nas escolas

Maria Batista mostrou necessidade de trabalhar a lei pois sociedade é preconceituosa

FAÇA JÁ SUA INSCRIÇÃO
O público-alvo do IV Círculo dos Ogãs são professores e universitários. Os interessados em fazer inscrição para participar do módulos II (dia 26 de outubro, sábado, manhã) e do módulo III (dias 19, 20 e 22 de novembro) deverá enviar nome, instituição e fone para o email: museuhsergipe@gmail.com até dia 25 de outubro. A inscrição é gratuita. Todo participante receberá certificado.
 
O IV Círculo dos Ogãs Museu Histórico de Sergipe/SECULT; do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/SE), da UNEGRO/SE, do Núcleo da Educação, da Diversidade e Cidadania (NEDIC/DED/SEED), Ponto de Cultura Circo-lando, Projeto Futuros Ogãs, da Diretoria Regional de Educação 8 (DRE'8/SEED) e Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFS - CECH).
 
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

MHS NA VII PRIMAVERA DOS MUSEUS




Inspirado no tema da VII Primavera dos Museus “Museus, memória e cultura afro-brasileira”, o Museu Histórico de Sergipe, unidade da Secretaria de Estado da Cultura (SECULT), propõe um dia de atividades: 25 de setembro. 

Pela manhã (9Hs) uma roda de leitura para discentes irá refletir o tema “combatendo racismo”, em pauta os 50 anos do discurso de Martin Luther King e a poesia engajada de João Sapateiro, Luiz Melo, Solano Trindade, Castro Alves, Éle Semog e José Carlos Limeira. Será lançada a exposição temporária “Sob um céu azul um mundo caótico e injusto”, de Nelsino Pastor às 11Hs. 

Pela tarde (14Hs), os palestrantes Sônia Oliveira Santos, Andrey Roosewelt Chagas Lemos, Maria Batista Lima e Marcos Vinicius Melo dos Anjos compartilharão com professores e universitários sugestões e práticas baseadas na Lei 10.639/2003. Este momento representa o primeiro módulo do IV Círculo dos Ogãs", realizado pela Ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) e Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS). 


PROGRAMAÇÃO (25/9/2013)

MANHà

9:00 Hs - Roda de Leitura "Combatendo Racismo". 

11:00 Hs - Lançamento da Exposição Temporária "Sob o céu azul um mundo caótico e injusto", do artista plástico Nelsino Pastor. Curadoria Nivaldo Oliveira.


Nelsino Pastor "arte é fazer instantâneos do céu". Foto: Juarez Paraiso
Em destaque a obra que inspirou a exposição

TARDE 
14:00 Hs - Lançamento do IV Círculo dos Ogãs "Lei 10.639: uma década de experiências".

14:30 Hs - Mesa Redonda "A lei 10.639/2003, os professores e a proposta do IV Círculo dos Ogãs" .

Lonan lê: caminhos abertos para a construção da identidade racial e mobilidade sócio racial das crianças a partir da aplicação da lei 10.639/2003 
Sônia Oliveira Santos - Iyàlorisà. Licenciada em Pedagogia, Mestre em Políticas Sociais. Membro da Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos Sociais e Culturais Omolàiyé filiado a Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN).

Os desafios da aplicabilidade da lei 10.639/2003 na Educação Básica 
Marcos Vinícius Melo dos Anjos - Licenciado em História (UFS), Especialista em docência universitária, professor da Rede Pública Estadual desenvolvendo atividade de Técnico no Núcleo da Educação, da Diversidade e Cidadania (NEDIC/DED/SEED). Professor Assistente da Faculdade São Luís de França.

A lei 10.639/2003 e a luta contra os racismos 
Andrey Roosewelt Chagas Lemos - Licenciado em História pela Universidade Tiradentes, Especialista em Ensino de História pela Faculdade São Luís de França, Coordenador Nacional LGBT da UNEGRO - União de Negros pela Igualdade e membro do Fórum Estadual de Educação - FEE.

A Lei 10.639/2003 e a Educação para as relações étnico-raciais: desafios e possibilidades para a Educação e para a Sociedade 
Maria Batista Lima - Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Mestre em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ). Líder e pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Identidades e Alteridades: Desigualdades e Diferenças na Educação(GEPIADDE) e membro do Conselho Deliberativo do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFS - CECH).

José Thiago da Silva Filho (Thiago Fragata) - Mediador
Idealizador do Círculo dos Ogãs, Diretor do Museu Histórico de Sergipe (MHS/SECULT).

domingo, 12 de maio de 2013

Manutenção do Título da Praça São Francisco é discutida no FORTUR

Divulgação
A Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e a Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur) estiveram reunidas com os órgãos gestores do turismo no estado para a reunião da comissão de trabalho de planejamento e gestão do Fórum Estadual de Turismo de Sergipe (Fortur/SE). Na ocasião, foram discutidas as questões referentes à manutenção do título de Patrimônio da Humanidade da Praça São Francisco na cidade de São Cristóvão, bem como o desenvolvimento do turismo religioso.

Os envolvidos no Fortur/Se debateram para definir a condução do tema apresentado e discutir ainda o desenvolvimento do segmento do turismo religioso em São Cristóvão. O secretário de Estado do Turismo, Elber Batalha, ressaltou a importância da promoção do destino para consolidá-lo no segmento de turismo religioso. "Nossa idéia é produzir materiais de divulgação com qualidade para promover o destino e o enfoque é fazer um material que tenha o viés turístico para divulgá-lo, indicando também sua localização", declarou. 

A superintendente do IPHAN, Terezinha Oliva, disse ser fundamental inserir materiais divulgativos e interpretativos da Praça São Francisco e ampliar as pesquisas acerca da praça e dos bens que fazem parte dela. "Nós precisamos de materiais interpretativos e de divulgação da praça, pois quando a Unesco faz o monitoramento, chamado de Informe Periódico, pergunta se existe isso. Temos a necessidade também de que sejam ampliadas as pesquisas acerca da Praça e dos bens que fazem parte dela", falou. 

Thiago Fragata, diretor do Museu Histórico de Sergipe, localizado em São Cristovão, destacou a importância da manutenção do título de Patrimônio da Humanidade da Praça São Francisco. "É muito importante manter o título de Patrimônio da Humanidade, percebemos que é preciso encará-lo de uma forma mais pragmática e que deve haver o gerenciamento dessa chancela conferida pela Unesco, onde Sergipe ganha bônus vinculados a ela. Estamos em debate e isso é animador, pois gera bons frutos para Sergipe."

"Nos saímos com novos encaminhamentos, pois nesta reunião tivemos a representação dos entes que trabalham na área em São Cristóvão, e lá os monumentos possuem uma grande importância histórica e religiosa, sendo que o Museu de Arte Sacra possui peças únicas no Brasil, então saímos com alguns encaminhamentos discutidos e já que temos uma nova administração, é fundamental que ela incorpore essas questões colocadas hoje", comentou Luiz Alberto Santos, subsecretário de Patrimônio Histórico e Cultural (SUBPAC).

FONTE: Jornal da Cidade, 8/5/2013