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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

SAHUDE LANÇA CONCURSO DE CARTAZ E ANUNCIA TEMA DO V CÍRCULO DOS OGÃS

Cartaz da última edição do evento



A Ong Sociedade para Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) tem o prazer de convocar aos jovens de Sergipe para participar do I Concurso de Desenhos - para criação do cartaz do V Círculo dos Ogãs. Tema "Mulheres Negras".

O objetivo do concurso é selecionar desenho que irá compor o cartaz do evento. O objetivo é incentivar a juventude do estado de Sergipe para o exercício das artes visuais, além de reconhecer o mérito do trabalho campeão selecionado por jurados gabaritados.

INSCRIÇÕES - Serão aceitos trabalhos inscritos até o dia 15 de setembro de 2014. Poderão participar adolescentes e jovens de 15 a 24 anos residentes em Sergipe. As inscrições serão presenciais e individuais e deverão ser feitas, exclusivamente, no Museu Histórico de Sergipe, localizado à Praça São Francisco no município de São Cristóvão.


PREMIAÇÃO - O desenho vencedor ilustrará cartaz e demais peças de divulgação do evento. O resultado final do concurso será divulgado no mural do Museu Histórico de Sergipe e no blog da Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico.

BAIXE REGULAMENTO E FICHA DE INSCRIÇÃO
O regulamento do Concurso e a ficha de inscrições podem ser baixadas neste link:

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

SECULT apoia o IV Círculo dos Ogãs em homenagem ao Dia da Consciência Negra

Kleber Melo fez show com os futuros ogãs
A natureza das relações étnico-raciais e a aplicabilidade da Lei 10.639/2003 foram temas em evidência na tarde dessa quarta-feira, 20/11, no Museu Histórico de Sergipe (MHS), localizado em São Cristóvão/SE. A unidade, gerenciada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), sedia o terceiro módulo da quarta edição do Círculo de Ogãs, evento realizado pela ONG Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) e pela Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS).


O IV Círculo de Ogãs teve suas atividades iniciadas nessa terça-feira, 19, quando foram desencadeadas as discussões sobre o cumprimento da lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, através da qual deve ser incluída no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira, entre outras providências.


De acordo com o idealizador do evento e diretor do MHS, Thiago Fragata, a dimensão dos trabalhos executados em mais uma edição do círculo está intimamente ligada ao esclarecimento e ao respeito à lei. “Tal como o que diz respeito ao currículo oficial das redes de ensino, o Círculo de Ogãs se propõe a dar maior visibilidade às manifestações afro-brasileiras, só que para isso utilizando como palco o centro histórico municipal e o próprio MHS, através do apoio da Secult”, destacou o diretor.


Para o membro-fundador da SAHUDE, o psicólogo Sérgio Lima, mesmo no segundo dia de atrativos já é possível considerar o alcance dos objetivos propostos pelas instituições realizadoras e apoiadoras do evento. “A temática que norteia a Lei 10.639/2003 é pertinente e digna da atenção dos que integram as comunidades escolares, a fim de que o conteúdo afro-brasileiro presente na história e na cultura de um povo, esteja integrada ao seu universo educativo”, ressaltou Sérgio Lima.


Programação


A temática do IV Círculo de Ogãs atraiu diversos participantes no segundo dia de atividades, entre eles, agentes culturais, líderes de instituições ligadas às tradições afro-brasileiras e representantes da sociedade. A programação foi iniciada com uma palestra ministrada pelo professor Marcos Vinicius dos Anjos, técnico no Núcleo da Educação, da Diversidade e Cidadania (NEDIC/DED/SEED). Em seguida, o coordenador da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO/SE) e membro do Fórum Estadual de Educação, Andrey Roosewelt Chagas, também deu ênfase à aplicabilidade da lei, assim como a consultora do Ministério da Educação (MEC), Mariana Galvão.


O presidente da ACAMHS, Neverton Cruz, foi um dos que fizeram questão de apreciar o lançamento da exposição temporária ‘Na minha escola a Lei 10.639/2003 acontece’, cuja intervenção artística foi feita pelos alunos do Colégio Estadual Deputado Elísio Carmelo. “A participação dos alunos representa o resultado dos esforços da ACAMHS para a concretização do ‘Círculo de Ogãs’. Ações como essa estão associadas ao incentivo dado pela instituição aos agentes culturais, a fim de que tornem seus trabalhos visíveis em momentos oportunos, tal como o que estamos compartilhando”, destacou Neverton.


Segundo o estudante Fabrício Alef, 17 anos, a oportunidade foi bem aproveitada pelos colegas. “Estamos tendo a oportunidade de mostrar o potencial artístico também adquirido na escola e de eliminar preconceitos diversos. Os trabalhos exigiram iniciativa dos alunos e empenho durante dois dias intensos de trabalhos, após processo de aprendizagem que existe há três anos na unidade escolar”, detalhou o adolescente.


O segundo dia de atrativos do IV Círculo de Ogãs foi encerrado com a apresentação da Oficina Cultural Futuros Ogãs, liderada pelo o percussionista Camafeu de Xangô e convidados, com destaque para o cantor Kleber Melo e para o grupo percussivo do Programa Mais Educação.


Nessa sexta-feira, 22, a partir das 16h, no Museu Histórico de Sergipe, o público que comparecer ao MHS poderá prestigiar a exibição do documentário da cineasta Everlane Moraes, denominado "Caixa d"Água: Qui-lombo é esse?".


Destaque


Conforme a repercussão do evento, as tradições culturais presentes nas edições do ’Círculo de Ogãs’ serão destaques na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), no próximo dia 29, a partir das 14:30hs, conforme indicação da deputada Conceição Vieira (PT), quando iniciativa receberá o prêmio Abdias do Nascimento.


Professores participam de Seminário sobre os 10 anos da Lei 10.639/2003

Thiago Fragata fala do IV Círculo dos Ogãs. Foto: Juarez Oliveira


Para comemorar os 10 anos da Lei 10.639/03, que trata da inserção das temáticas História e Cultura Africana e Afro-brasileira no Currículo da Educação Básica, a Secretaria de Estado da Educação, através do Departamento de Educação (DED), Núcleo de Educação da Diversidade e Cidadania (NEDIC), está promovendo um seminário. O evento teve início na manhã desta quarta-feira, 27, e se realiza no auditório da Secretaria de Estado da Inclusão e Desenvolvimento Social (SEIDES), com a participação de professores de todas as Diretorias Regionais de Educação.

O seminário foi aberto com uma apresentação de dança afro, realizada pela dançarina Michelle Pereira, seguido de duas palestras, uma com o diretor do Museu Histórico de Sergipe, Thiago Fragata, e outra com o assessor técnico da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas, professor Zezito Araújo.

A diretora do Departamento de Educação da Seed, professora Maria Isabel Ladeira, destacou a necessidade de as escolas promoverem o ensino da cultura e da história africana e afro-brasileira. "Essa legislação foi criada para atender a uma demanda social e histórica que existia no sentido de promover o enfrentamento às desigualdades sociais nas escolas. A lei se realiza nas unidades de ensino e nas práticas pedagógicas. A função da Secretaria de Estado da Educação é subsidiar e incentivar as escolas para que desenvolvam dentro dos seus projetos pedagógicos essas temáticas, de maneira interdisciplinar", disse.

Segundo o coordenador dos trabalhos pedagógicos das relações étnico-raciais nas escolas da rede estadual, professor Marcos Vinícius dos Anjos, o seminário visa promover e divulgar a inclusão de conteúdos de história e cultura afrobrasileira e africana em todas as disciplinas da Educação Básica. "O objetivo é fazer com que a Lei 10.639/03 esteja cada vez mais presente nas escolas. Com esse trabalho, pretende-se fazer com que a discriminação, o racismo e o preconceito diminuam consideravelmente nas unidades de ensino. A ideia é que se mude a cultura brasileira, porque somos um país diversificado", explicou.

Palestras
O diretor do Museu Histórico de Sergipe, Thiago Fragata, proferiu uma palestra com o tema "IV Círculo dos Ogãs", evento que é sediado no Museu, mas que é promovido pela ONG Sociedade para o Avanço do Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE), e também pela Associação Cultural Amigos do Museu Histórico. Ele destacou a necessidade de aproximar os alunos dos museus. "A sociedade não consegue, muitas vezes, perceber a importância dos museus. É preciso vislumbrá-los por uma nova ótica. Museu não é só para o turismo, mas também para a educação", disse ele.

Já o assessor técnico da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas, professor Zezito Araújo, falou sobre o tema "Perspectivas e Desafios da Lei 10.639/03 em seus 10 anos de existência". Ele ressaltou a importância de disseminar a cultura afro nas escolas. "À medida em que estamos completando 10 anos da promulgação dessa lei, é importante que se faça uma reflexão para sabermos em que medida as escolas estão conseguindo implantá-la. Estamos começando a dialogar com os sujeitos que fazem parte dessa realidade, para que possamos aperfeiçoar ainda mais a implantação dessa lei", explicou.

O professor Álvaro Leal Santos, do Colégio Estadual Alencar Cardoso, do município de Salgado, participou do seminário, e falou da necessidade de se trazer esse debate para todos os educadores. "Estamos fazendo um balanço dos 10 anos de implantação da Lei 10.639/03. Ainda há muitos desafios, mas essa é uma iniciativa importante porque reúne educadores num momento de troca de experiências", afirmou.

A mesma opinião teve a professora Cleane da Silva Xavier. Ela dá aula a 30 alunos da Escola Estadual Otávio Bezerra, da comunidade quilombola Ladeiras, no município de Japoatã. "Acho que todo o conhecimento é válido, e principalmente para facilitar o nosso método de ensino para poder inserir na sala de aula a questão da cultura afrobrasileira", disse.

Programação
Pela tarde, o evento recomeçará às 14h com a apresentação de um vídeo. A partir das 14h20, professores de diversas escolas apresentarão as práticas pedagógicas que são realizadas nas suas unidades de ensino referentes à Lei 10.639/03. Participarão deste momento professores do Colégio Estadual Poeta José Sampaio, Colégio Estadual Deputado Elísio Carmelo, Escola Estadual Gilberto Amado, Colégio Estadual Alencar Cardoso e Colégio Estadual Atheneu Sergipense. O evento se encerrará às 16h40 com uma apresentação do Grupo Um Quê de Negritude.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Círculo de Ogãs celebra a cultura negra na Praça São Francisco

Grupo Hip-Hop (Ponto de Cultura Circo-lando) fez apresentação na Praça São Francisco

Maira Andrade - ASCOM/SECULT


O Dia da Consciência Negra foi marcado pela africanidade na praça sergipana que é Patrimônio da Humanidade através do III Círculo de Ogãs, evento realizado pela ONG Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) e a Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS), com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Casa do IPHAN, ONG Ação e Cidadania João Bebe-Água, ONG Ação Cultural e Prefeitura Municipal de São Cristóvão.

O Círculo de Ogãs foi aberto oficialmente no último sábado, 17, com exposição, recital de poesias e uma bela apresentação musical de jovens que através do ritmo da percussão, entoaram um pouco da musicalidade negra na Praça São Francisco, em São Cristóvão, que também foi palco da programação do dia 20.

Dando continuidade ao evento, muitos debates acerca da cultura afro movimentaram o último dia de atividades, além de apresentações culturais marcantes do movimento negro, que encerraram com maestria o evento festivo, que celebra a riqueza e a contribuição significativa da cultura afro para a formação da identidade cultural do povo sergipano.

O secretário adjunto de Estado da Cultura, Marcelo Rangel, esteve presente e destacou a importância da Secult estar presente no evento, como uma pasta que se preocupa em manter viva a simbologia do dia da Consciência Negra em Sergipe. “O Brasil é formado por uma união de culturas e essa miscigenação marcou, especialmente, a formação da sociedade do nosso Estado. Por isso, a Secult marca presença em uma festa como essa, para celebrar a diversidade do nosso povo em um lugar simbólico como é a praça São Francisco”, destacou.

ORGANIZAÇÃO
Entre os organizadores do evento se destacava a sensação de dever cumprido, com mais um ano de importantes atividades em prol da conscientização do papel do negro na sociedade. Este é o caso da historiadora Rose Barbosa, que faz parte da coordenação da Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe, uma das organizadoras do evento.

“Esse evento representa muito para nós que somos negros. Venho de uma cidade em que a raiz negra é muito forte, que é Salvador, e fico feliz em ver que aqui em Sergipe, e em São Cristóvão, especificamente, essa raiz a cada ano, com a realização do Círculo de Ogãs, se fortalece ainda mais”, observou.

ORGULHO DE SER NEGRO


Entre as pessoas que se amontoavam na Praça para acompanhar as apresentações, era possível identificar não apenas negros, mas rostos característicos da miscigenação da população da brasileira, empolgados com o ritmo dos batuques do Grupo Afro Cultural Negro do Ilêaxé, do Grupo de Hip Hop do Ponto de Cultura Circulando e da Capoeira União.  
Grupo União, do Mestre Maurício, realizou Roda de Capoeira

“Temos que respeitar nossos antepassados e passar isso para as gerações futuras, sobre o respeito e o orgulho da nossa cor e da nossa raça”, observou a professora Sandra Silva, que levou alguns alunos para prestigiar o evento. Para ela, iniciativas assim são muito importantes, pois passam para os jovens a importância da data para os negros.

O coordenador do Grupo Afro Cultural Negro do Ilêaxé, Edvanilson Andrade, também deu seu depoimento sobre o papel do negro nos dias de hoje. “Herdei a raiz ogã da minha família e hoje me sinto orgulhoso de poder passar para esses jovens um pouco da musicalidade, da dança e da tradição da raiz negra. Isso nunca deve morrer, afinal, temos que difundir essa cultura para as novas gerações e conscientizá-los sobre o quanto nossos antepassados sofreram para termos a liberdade que temos hoje”, ressaltou.
Meninos do Grupo Afro Cultural Negro do Ilêaxé estrearam percussão no evento


Quem também estava de longe observando a toda aquela manifestação da cultura afro era o aposentado Manoel Ferreira. Ele que já foi diretor do Museu Histórico de Sergipe, é parte da história viva de São Cristóvão e da trajetória dos negros no município. “O negro é um dos grandes responsáveis pela formação da nossa sociedade, da identidade do povo sergipano. Por isso, sinto-me orgulhoso de fazer parte de tudo isso e de ver que hoje nós temos nosso lugar de destaque nesse Estado”, disse.



FONTE: http://cultura.se.gov.br/noticias/circulo-de-ogas-celebra-a-cultura-negra-na-praca-sao-francisco

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

III CÍRCULO DOS OGÃS



A ong Sociedade para o Avanço Humano e Desenvolvimento Ecosófico (SAHUDE) e a Associação Cultural Amigos do Museu Histórico de Sergipe (ACAMHS) realizarão o III Círculo dos Ogãs: africanidade na cidade, em São Cristóvão, nos dias 17 e 20 de novembro. Exposições, rodas de leitura, motra de videos, mesa de palestras e muito mais. O ato público desse ano contará com uma grande roda de capoeira com festival de acrobacias e maculêlê. 

O evento tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura, Museu Histórico de Sergipe, Casa do IPHAN, ong Ação e Cidadania João Bebe-Água, ong Ação Cultural e da Prefeitura Municipal de São Cristóvão. Confira  abaixo a programação completa.

PROGRAMAÇÃO

17/11 - SABADO
LOCAL: MUSEU HISTÓRICO DE SERGIPE

10:00 hs
MAPEAMENTO COLABORATIVO DOS TERREIROS DE SÃO CRISTÓVÃO

14:00 hs
Recital poético “Vozes da África em percussão”
Thiago Fragata e Camafeu de Oxóssi

15:00 hs
Roda de Leitura: Negritude

16:00 hs
Exposição Temporária “Orixás, voduns, inkices do candomblé sergipano”, Curadoria: Janaina Couvo


20/11 - TERÇA

9:00 hs
MOSTRA DE VIDEOS AFRICANIDADE
LOCAL: Casa do IPHAN, Praça São Francisco, São Cristóvão

14:00 hs
MESA REDONDA: RITMOS, IMAGENS, AFRICANIDADES
LOCAL: Museu Histórico de Sergipe
Mariana Galvão - A força da percussão como expressão afro
Janaina Couvo - Experiência de registro fotográfico nos terreiros de Sergipe
Anderson Bomfim - Hip-hop, capoeira e samba: herança africana dialogando na cidade

16:00 hs
GRANDE RODA DE CAPOEIRA
LOCAL: Praça São Francisco, Patrimônio da Humanidade